"A Verdade não precisa de defesa; por si mesma ela se defende. A Verdade precisa ser proclamada!"

06 março 2010

Bíblico ou Antibíblico?
















Por Jorge Fernandes Isah


Explorei em vários textos os argumentos bíblicos acerca do amor de Deus. Pode-se lê-los Aqui, Aqui, Aqui e Aqui, dentre outros. Mas muitos não se convenceram da não existência do amor genérico, nem de que os réprobos estão eternamente privados do amor divino. [1]
Para os que consideram indistintamente o amor de Deus por suas criaturas, pergunto-lhes:
1) Deus amou ou ainda ama satanás e os anjos caídos?
2) Se, em algum momento, Deus os amou, sendo um dos seus atributos a imutabilidade, como explicar que Ele agora os odeia? E, porque não lhes deu a chance de arrependimento ao invés de lançá-los, inexoravelmente, no lago de fogo? [2]
3) Ou será que, desde o princípio, os odiou assim como odiou a Esaú antes mesmo dele fazer o mal?

Podemos refletir da seguinte forma:
1) Se Deus amou ao diabo antes [quando ainda era um querubim de luz], e agora o odeia, tanto que criou o Inferno para ele e seus demônios, onde serão atormentados por toda a eternidade [há de se entender que Deus será Aquele que executará o castigo prometido a eles e aos pecadores inconversos], podemos afirmar seguramente que Deus é mutável. Contudo, esse ensino é antibíblico, e, em momento algum, é validado pelas Escrituras.
2) Ao passo que, se Deus, desde antes da fundação do mundo, criou satanás com o nítido propósito de ser o que ele é, a Sua ira já estava sobre ele [muito antes dele existir], então, podemos afirmar seguramente que Deus é imutável, conforme todo o ensinamento bíblico assevera.

O que nos leva às conclusões:
1) Crer na possibilidade de Deus mudar a Sua disposição mental, de ontem amar e hoje odiar ou vice-versa, implicará na descrença da Escritura ou, no mínimo, a deficiência em sua leitura. Quem assim considera a Deus está em oposição à Sua palavra [ainda que transparecendo certa piedade], e a sua atitude é antibíblica.
2) O que crê na imutabilidade divina tem a sua consciência norteada pelas Escrituras, portanto, ela é bíblica.
3) Todo aquele que apelar ao amor fora das Escrituras, o faz antibiblicamente.
4) O que se conformar ao ensino escriturístico do amor, o faz biblicamente.
5) Quem descartar o ódio divino como uma manifestação da Sua justiça e providência, age antibiblicamente.
6) Quem o aceitar como a manifestação da justiça e providência divinas, age biblicamente.

Resta-nos uma última pergunta:
Quem você é?
Um cristão bíblico?
Ou suas premissas são antibiblicas, calcadas no humanismo?

Notas: [1] Uma boa discussão sobre o assunto foi travada no Tempora Mores, postado pelo presbítero Solano Portela.
[2] Vejam bem, em momento algum, questiono ou questionei qualquer decisão de Deus. Compreendo a Sua soberania [o que implica na independência e liberdade completa em Suas decisões] como algo mais que legítimo, algo fundamental e indispensável à ordem do universo, como reflexo da Sua autoridade e poder sobre tudo e todos sem distinção, quer se aceite ou não. Chego a dizer que se Ele, em Seu poder, me destinasse ao fogo eterno, ainda assim eu aceitaria a decisão como fruto da Sua sabedoria, santidade, justiça, perfeição, e amor para com os eleitos.
Portanto, essas perguntas são voltadas exatamente para aqueles que, a despeito de certa reverência e piedade, vivem a questionar exatamente aquilo que Deus revelou e nos deu a conhecer na sua palavra. Aceito as Escrituras assim como Ele a revelou, como palavra santa, inspirada, infalível, inerrante; pelo convencimento e entendimento dados pelo Espírito Santo, os quais, ainda que não me aprazem como pecador, reconheço e amo-a como a fiel mensagem divina aos Seus filhos e herdeiros em Cristo.


Um comentário:

Helvecio.p disse...

Caro Jorge, ouso respeitosamente discordar de algumas de suas colocações e concordar com outras, pois acho apenas uma caso de confusão. O tema inclusive é ótimo. Quanto ao amotr genérico a conra gosto de muitos é isso mesmo. Deus não ama indistintamente. Uns são mais amados que outros, embora o amor de Deus esteja disponível a todos.Os anjos, quanto a eles, embora inteligentes, possuem natureza diferente de nós, não sabemos o quanto. O pecado de Satanás e dos demais demônios foi copntra a autoriddade de Deus em um lugar onde a Sua vontade é plenamente realizada ( como é feita no céu - declarou o Senhor Jesus. Outra coisa quando se fala em Deus esqueça o elemento tempo. Para Ele, o Senhor nãao há passado, presente ou futuro. Não sabemos como é mas é assim e pronto. A imutabilidade de Deus não é como a do diamante ou a do ouro, entes não vivos. Deuis é vicvo e tudo o que é vivo é dinâmico. Deus não é uma estátua. Deus não é empedermido. Deus se move, cria, refaz, faz tudo novo. A Sua imutabilidade se refere a sua nãodegeneração, a sua não entropia. Deus jamais será velho, não há mudança, nem sombra, nem variação. Que Ele ama e deixa de amar não tem nada a ver com isso.

Sempre que colocamos o tempo como um deus emnossas conjecturas comentemos um enorme e desastroso erro de compreensão. Deus não crou Lúcifer para ser odiado e para ser o principal agente do mal. Foi achado mal nele. Lúcifer mudou e se tornou obstinadamente aquele que se opõe a Deus sistematicamente. A confusão entre o saber total de Deus e o determinismo do quel Deus seria escrvao de si msmo é que é a grande confusão nesse esquema. Deus é vivo como as suas criaturas vivas. Deus é imutável, perfeito, justo, sábio e tudo o de ideal que possa ser imaginado. As suas criaturas não são incorruptíveis como ele e possuem gostem alguns ou não liberdade para sê-lo. Se fosse ao contrário não haveria problemas depecado, de erro, de falha, de rebeldia. Por que Deus criaria e manteria prazeirosamente o mal? Admitir que Deus permite a liberdade de suas criaturas não é torná-lo menos absoluto. Só quem é absoluto pode conceder privilégios e possibilidades. Nem uma folha cai de uma árvore sem a Sua vontade. O seu esquema tem muitos problemas mas a abordagem é ótima. Vale a pesquisa acurada nas Escrituras. Um grande abraço.