"A Verdade não precisa de defesa; por si mesma ela se defende. A Verdade precisa ser proclamada!"

31 março 2014

Como ler livros e fugir da desonestidade intelectual





 Por Jorge Fernandes Isah

A edição de que disponho não é a da "É realizações", mas uma antiga, da extinta "Agir", cujo título é "A Arte de Ler", e não a literalização do título em inglês: "How to read a book".

Como não há, no momento, outra edição além da publicada pela "É realizações", coloquei a capa e o link para a editora, a fim de que os interessados comprem-no [até porque as edições antigas somente podem ser adquiridas em sebos, como eu fiz, e, muitas vezes, por um preço absurdo].

A atual edição tem mais de 400 páginas, enquanto a minha dispõe de quase 300. Não houve acréscimo, ao que parece, mas uma redisposição editorial do texto.

Quanto ao livro, é o seguinte: ao começar a leitura, constatei o que já sabia e que vivia tentando não me lembrar: eu não sei ler um livro! Para quem tem um blog de livros, isso é uma realidade dura e trágica. Mas era o que eu percebia a cada frase ou texto que me apresentava incompreensível. É claro que, como há péssimos leitores, também há os péssimos autores. Aqueles que aparentam ser intelectuais, mas não passam de enganadores. Escrevem frases enigmáticas, misteriosas, complexas, que o único intuito de não serem inteligíveis, pois, na verdade, não sabem a mínima do que estão falando, e preferem mesmo enganar. São os "picaretas", que aparentam sofisticação e hermetismo, quando não passam de ignorantes, iletrados e fraudadores. 

Mas há aqueles autores que estão degraus acima da nossa compreensão, não porque eles são desonestos, mas porque nós é que deixamos a honestidade de lado, ao considerarmo-nos capazes de compreender o que escrevem, quando não somos. Nesse caso, a fraude se torna no próprio leitor. Quantas vezes nos deparamos com um texto complexo, e simplesmente o abandonamos, considerando-o chato ou pedante? Sempre temos uma desculpa para a própria ignorância e má-leitura, infelizmente. E a culpa não é do autor, nesse caso; mas a transferimos a ele, indevidamente.

Fato é que, ao iniciar o livro do Adler, percebi-me não um leitor mediano, a quem o autor dirige a sua obra, mas abaixo do mediano. Sempre evitei livros técnicos, um pouco por preguiça, outro tanto por ignorância. E sempre considerei suficiente entender um pouco do livro, mesmo que esse pouco fosse muito pouco mesmo. As vezes, nos contentamos em apreender nada e a considerar o aprendizado como qualquer coisa que vem à mente. Passamos de leitores a reescritores, dizemos aquilo que o autor não disse como se fosse ele dizendo. Em todos esses casos, eu, você, e em quem mais a carapuça servir, agimos desonestamente.

Ainda não cheguei ao ponto em que Adler revelará, por completo, como fazer uma boa leitura, mas estou ansioso[1]. Até mesmo porque quero ler melhor, e, na verdade, abandonar as fileiras do analfabetismo funcional. O que seria bom se, até muitos chamados intelectuais, refletissem e vissem como são maus-leitores, muitos, como eu, no analfabetismo.

Interessante que, ao dizer à minha esposa que eu era um leitor ruim, ela disse: se você é mau-leitor, o que eu sou, então?... Bem, não me consolou em nada, mas me deu a certeza de que estamos num período negro na intelectualidade, e isso tudo reflete-se na sociedade, onde um ex-presidente, semianalfabeto, se gaba de não gostar de ler, e temos cada vez mais leitores preguiçosos, que consideram possível o conhecimento por osmose, aumentando a legião de palpiteiros e "chutadores", aqueles que atiram para todos os lados sem ter alvo algum.

Pelo pouco que li, algo em torno de 60 páginas, "Como ler livros" ou a "A arte de ler", é leitura fundamental. Agora, fica a pergunta: não se sabendo ler, é possível aprender a ler, lendo? [rsrs]... Descubra, por si mesmo. 
 
Notas: 1- Com isso, não estou dizendo que a "A Arte de Ler" é um manual infalível, e que todos passarão a ler conforme as técnicas ali expostas. Não é isso! Mais do que ensinar como fazer, ele nos mostra o que não devemos fazer enquanto bons leitores. A partir daí, pode-se traçar um "roteiro' de como se obter o melhor de uma leitura, pois há várias, não se podendo ler da mesma maneira uma obra de ficção [que está pronta e acabada, nos dando todo o caminho a percorrer] e uma de não-ficção, em que temos de preencher as "lacunas" deixadas pelo autor. É claro que as "dicas" nos guiarão a meditar nos objetivos, métodos e o porquê de se ler determinado livro, o que vale dizer que não há um padrão único ao qual todos devem seguir para "aprender a ler". Porém, há um mínimo a se saber, e, sem ele, não se caminhará muito nesse conhecimento.

21 março 2014

O pecado que Cristo não levou

















Por Jorge Fernandes Isah


Defendi AQUI e AQUI a eternidade da natureza humana de Cristo; e a imutabilidade da natureza humana de Cristo, e do próprio homem, AQUI. Serei excomungado de vez, agora, por voltar ao tema. Antes, definirei alguns pressupostos da ortodoxia cristã quanto ao Redentor, para situar-nos:

1)Cristo é 100% Deus e 100% homem;
2)Cristo é uma única pessoa, não havendo duas mentes nem duas personalidades, mas apenas uma, o Verbo eterno.
3)As duas naturezas de Cristo não se misturam, ainda que se comuniquem.
4)Os atributos de uma natureza não são passados para outra natureza, fazendo com que Cristo se tornasse em um terceiro ser a partir da misturas de suas naturezas.
5)Cristo é eterno em sua divindade, e temporal em sua humanidade.
6)Cristo foi gerado em Maria, virgem, pelo Espírito Santo.
7)Cristo é descendente de Adão, assim como o é de Abraão e Davi.
8)Cristo não tem pecados, jamais pecou.

Posto o que a ortodoxia cristã advoga para o Redentor, pergunto: Sendo o Senhor descendente de Maria, Davi, Abraão e Adão, por que não herdou o pecado, nem participou da corrupção da raça humana? [1]

Alguns dirão que o fato de Maria não ser fecundada por um homem, mas pelo Espírito Santo, fez com que Cristo não recebesse a imputação do pecado original. Contudo, Maria também não é descendente de Adão? Ao que replicarão: o pecado está na semente do homem, não na semente da mulher, como parece indicar Gn 3.15. Em outras palavras, esse argumento afirma que a semente da mulher, isoladamente, não tem o pecado, o qual está presente na semente do homem. Como são necessárias as duas sementes, o óvulo, feminino, e o sêmen, masculino, para se ter o ovo ou zigoto [2], Cristo não herdou o pecado por não ser gerado natural mas sobrenaturalmente. Porém, fica a questão: o fato de Cristo ser gerado pelo Espírito, por si só não o tornaria essencialmente diferente do homem?

Não consigo entender porque Cristo teria de ser Ipsis litteris como homem para que sua obra na cruz fosse eficaz. Ele tinha de ser igual a nós em tudo para ser real? Mas real em qual aspecto? No aspecto imperfeito herdado de Adão? Ou na perfeição existente em Si mesmo? O fato de não ser imperfeito o torna em um homem irreal? Ou a sua humanidade perfeita faz dele o homem perfeito?

O fato de não ter pecado, nem ter a possibilidade de pecar, o torna essencialmente diferente do restante da humanidade. E dizer que, em algum aspecto, Cristo pudesse pecar ou sujeitar-se ao pecado [hipoteticamente falando], implicaria na possibilidade de Deus pecar, o que é absurdo, e se opõe frontalmente à Escritura. Entender os textos que dizem que Ele em tudo foi tentado como nós, como uma possibilidade de pecar, significa que poderia, a qualquer momento, ceder à tentação, e por si só lançaria por terra o princípio de que Cristo é o santo de Deus [Mc 1.24;Lc 4.34]. É como se quiséssemos, meio à forceps, deter uma mínima, irrisória, participação na salvação. Chamar a atenção para nós mesmos, como se algo de bom em nós existisse em Cristo. Como a dizer: "se não houvesse a parcela humana em Cristo, não haveria salvação". De certa forma, esperamos exaltar-nos, ainda que inconscientemente, na salvação que é completamente divina, e procede somente de Deus. É o que diz o profeta: "Do Senhor vem a salvação" [Jn 2.9] Como disse Arthur Pink:

"The humanity of Christ was unique. History supplies no analogy, nor can His humanity be illustrated by anything in nature. It is incomparable, not only to our fallen human nature, but also to unfallen Adam’s. The Lord Jesus was born into circumstances totally different from those in which Adam first found himself, but the sins and griefs of His people were on Him from the first. His humanity was produced neither by natural generation (as is ours), nor by special creation, as was Adam’s. The humanity of Christ was, under the immediate agency of the Holy Spirit, supernaturally "conceived" (Isa. 7:14) of the virgin. It was "prepared" of God (Heb. 10:5); yet "made of a woman" (Gal. 4:4.) [3]

Porém, o pecado de Maria persiste, a menos que se faça como os católicos e se defenda a sua não-pecabilidade. Mas a Bíblia não afirma isso, pelo contrário, diz que todos pecaram, sem distinção [Rm 3.23], e de que apenas Cristo jamais pecou [Hb 4.15]. Então, do ponto de vista bíblico, como seria possível Cristo, sendo homem, não herdar o pecado original?

Há a necessidade de se definir o pecado original, e de que forma, biblicamente, é transmitido. “Pecado original significa o pecado derivado de nossa origem, não é uma expressão bíblica (foi Agostinho quem a cunhou), mas é uma expressão que traz a uma proveitosa focalização a realidade do pecado em nosso sistema espiritual” [4]; ou ainda: "o estado e condição de pecado em que os homens nascem" [5], em outras palavras, o pecado original é algo que não somente nos distingue de Cristo, mas algo que vai muito além, impossibilitando-o de ser igual a nós. Assim, entendo que o pecado não é algo passado de pai para filho, na fusão dos elementos reprodutores do homem e da mulher. Por isso a distinção acima sobre semente não procede como argumento para Cristo não herdar o pecado. Adão, ao cair, representou a raça humana no Éden, de tal forma que todos os homens, sem exceção, caíram juntamente com ele. Todos os homens estavam em Adão [e também as mulheres, claro], o qual foi o cabeça da raça humana, de tal forma que toda a humanidade estava nele, participando do seu pecado, e assumindo a culpa advinda dele. Por isso todos caíram, e morreram juntamente com Adão: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” [Rm 5.12]. Deus nos considera tão responsáveis por esse pecado quanto Adão, de tal forma que nascemos “mortos em ofensas e pecados” [Ef 2.1], mesmo quando ainda não cometemos efetivamente nenhum delito. Ele está em nosso coração como uma disposição natural, como algo intrínseco à natureza humana, apenas à espera para manifestar-se; algo latente que acontecerá a seu tempo, sem chance de não ocorrer, a menos que não haja tempo [como na morte de bebês prematuros].

A pergunta inicial está a reclamar uma resposta: Por que Cristo não herdou o pecado?

Há quem diga que o fato de Cristo ser Deus, anulou a herança do pecado. Como Deus não pode pecar, sendo santo e perfeito, a humanidade do Redentor tornou-se imune pela impecabilidade divina. Porém... Se as suas duas naturezas não se misturam, como é que a divina “anulou” na humana o pecado federal? Se elas não se misturam, como o pecado original não foi transmitido a Cristo? Há duas hipóteses, ao meu ver:

1) Cristo não herdou sua humanidade de Maria. Desta forma, o Espírito Santo foi quem gerou o homem Cristo, apossando-se apenas da carne, do físico doado por Maria. É o que parece dizer o anjo: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” [Mt 1.20]. E a resposta que ela recebeu ao questionar o anjo: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” [Lc 1.34-35].

2) Cristo sempre teve a natureza humana, como essência. O que foi gerado em Maria foi o corpo, a parte material do Senhor.

Sendo essa a minha opção predileta, primeiro, definirei o que entendo por essência, conforme o dicionário Michaelis:

Essência: sf (lat essentiaNatureza íntima das coisas; aquilo que faz que uma coisa seja o que é, ou que lhe dá a aparência dominante; aquilo que constitui a natureza de um objeto.

Compreendo que o homem é um ser completo, carne e alma [6]. Porém, entendo que a humanidade está presente na alma, usando o corpo como dispensário ou habitáculo. Desta forma, o pecado age na alma, e é ela que precisa de regeneração. Quando Adão pecou, a morte veio como conseqüência da transgressão da Lei divina, da ordem expressa de Deus: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente, morrerás” [Gn 2.17]. Na desobediência do homem, encontramos dois tipos de morte: a física e a espiritual. A física, fez do corpo corruptível, o qual voltará à terra, como está escrito: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” [Gn 3.19]. A espiritual, causou a separação do homem de Deus; ele perdeu a comunhão com o Criador, de tal forma que foi necessário reabilitá-lo através do sacrifício de Cristo na cruz, o qual pagou os pecados do seu povo, expiando-o, justificando-o diante de Deus [Hb 2.17]. Por sermos descendentes de Adão, automaticamente fomos representados por ele no Éden, e recebemos a maldição do pecado: as duas mortes.

Cristo, ao receber os pecados do seu povo, por imputação, morreu fisicamente, pois é-lhe impossível morrer espiritualmente, visto ser Deus. Para Cristo, não há morte espiritual, apenas física. Da mesma forma, os eleitos, aqueles que foram ligados eternamente a Deus na temporalidade, pela obra de Cristo, também não morrem mais espiritualmente, mas apenas em sua corporeidade. Porque “estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” [Ef  2.5-6]. Ora, alguém que estava morto e foi vivificado pode morrer novamente? Especialmente se foi vivificado em Cristo? Se foi ressuscitado nEle? Se está assentado nos lugares celestiais com Ele? O que nos impede de desfrutar completamente desta obra de Deus são exatamente duas coisas: a temporalidade, estarmos no tempo, e o corpo, que precisa cumprir o castigo de morrer em sua corruptibilidade.

Alguém poderá pensar: "mas esse seu argumento não se parece com o gnosticismo dos primórdios da igreja? Quando o corpo era visto como mau?"...

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01 março 2014

Por mais homens e mulheres (de verdade)





(Texto originalmente publicado no jornal "Correio Popular", de Campinas - SP, em 13.02.14)



Por Letícia Maria Barbano

No ônibus ou em uma conferência, é quase impossível encontrar um homem que ceda seu assento para uma mulher se sentar. Pagar a conta do restaurante? Abrir a porta do carro? Certas gentilezas passaram a ser caricatas e sinônimos de alienação. E homens que assumam seus papéis de pais de família, dispostos a, se necessário, matar e morrer pela esposa e filhos? Onde estão eles? Afinal, em termos gerais, por que os homens não agem mais como homens? A resposta é simples: porque mulheres não agem mais como mulheres.

Na antiguidade, a maioria das sociedades pagãs enxergava a mulher como objeto, escrava do homem, sem vontade própria, descartável e, muitas vezes, não-humana. Com o advento da Idade Média, a Igreja conquistou para a mulher a dignidade que esta merecia: não era serva, nem patroa, mas companheira e igual em dignidade perante o homem. É desta época o chamado “amor cortês”, em que ser cavalheiro e tratar bem uma mulher não significava que ela era inferior ao homem, mas sim que, por ser tão sublime, merecia especial gentileza. Nessa época as mulheres se vestiam com distinção e modéstia, pois sabiam que o que é sagrado, merece ser velado.

Desde o renascimento até os dias de hoje, percebemos que a mulher voltou à condição de objeto e descartável que o Cristianismo havia redimido. Já previu Edmund Burke, o chamado “pai” do conservadorismo, que o que chamamos hoje de relativismo moral – que é o famoso não existir certo nem errado, mas tudo depender dos valores de cada pessoa – levaria a sociedade a ser enlouquecida e sem parâmetros. Cada mulher guiada por seus próprios valores passa a agir do modo que lhe convier. Dentro deste quadro de “cada um fazer o que quer porque acha certo”, sem ter um direcionamento moral do que realmente é certo e errado, a mulher se torna a maior vítima. Não há mais lei ou moral que a proteja ou que a exalte. Se um homem trata a mulher como objeto, ora, são os valores dele. O resultado é uma sociedade profundamente degradada, cheia de mulheres magoadas, homens sem virtudes, crianças sem pais, e famílias despedaçadas.

A mulher por sua vez, também embalada pela mentalidade relativista, passa a se comportar com vulgaridade, sem pudor, sem modéstia, sem a delicadeza e feminilidade próprias de seu sexo. Comprada a ideia de pseudoliberdade que a pílula anticoncepcional deu, a mulher torna-se dona de seu próprio corpo e vontade, e, agora, pode ter o prazer que desejar, sem que isso tenha como consequência uma gravidez. Se ela pode ter relação sexual quando, como e onde ela quiser, por que não se vestir do jeito que quiser? Se portar do jeito que quiser? Abandonar virtudes e distinções? Rejeitar o dom da maternidade? Viver livremente! Por que não?

A mulher perdeu sua essência e, como consequências, a família e a sociedade também. Um antigo ditado dizia que, em um casamento, o homem era a cabeça e a mulher o pescoço. A cabeça toma as decisões, mas o pescoço a direciona e orienta. Se o pescoço está fraturado, engessado, flácido ou até ferido, como a cabeça conseguirá olhar para outros cenários e fazer as melhores escolhas?

Para restaurar a dignidade da mulher em nossa sociedade, não são necessários movimentos políticos financiados por instituições globalistas. É necessário, primordialmente, uma restauração da moral, especialmente da moral feminina. Necessita-se resgatar as virtudes do mundo, os valores sagrados, a diferenciação de certo e errado.

Somente com a reconquista da moral feminina, um homem passará a agir como homem. Porque a mulher voltou a agir como mulher.


Fonte: Impressões Sem Pressões
 
Nota: Meu comentário no blog do irmão Tom Alvim: 
"Ótimo texto da Letícia!
Realmente, o apelo à liberdade feminina [sic] transformou-se rapidamente em libertinagem e o que vemos são homens e mulheres, ambos, sofrendo por conta das suas transgressões e tornando quase impossível o relacionamento entre ambos. O que era para ser um complemento, ou seja, Deus criou homem e mulher para se completarem, fez-se, pela mentalidade diabólica, separação, de maneira que se opõem e, muitas das vezes, torna-os em inimigos. Uma triste realidade a trazer apenas e tão somente sofrimento e dor... Os modernos e pós-modernos acham que agindo assim estão destruindo a "hipocrisia cristã", seja lá o que querem dizer com isso, mas, no lugar dela, colocam a imoralidade, o ódio, e o desprezo ao próximo, como se, para ambos, o outro não fosse mais do que um pedaço de carne exposto na vitrine... Ao invés da soma, anulam-se; e a conta foi para o vermelho rapidamente."