"A Verdade não precisa de defesa; por si mesma ela se defende. A Verdade precisa ser proclamada!"

27 fevereiro 2010

Zumbis Intelectuais












Por Jorge Fernandes Isah

Em poucos anos de conversão, tenho ouvido muitos crentes dizerem-se avessos à teologia. O argumento mais usual, distorcido e surreal é afirmar que a “letra mata e o espírito vivifica” [2Co 3.6], abrindo espaço para todo o tipo de sandice dita espiritual que abunda nas igrejas [Paulo alude claramente à impossibilidade de salvação pela lei, pela letra, a qual é capaz de trazer apenas a condenação ao homem, visto que a lei não salva, mas revela-nos o nosso pecado e nos dá a condenação. Somente a obra consumada de Cristo pode livrar-nos do inferno. Portanto, o versículo não é uma proibição para se estudar as Escrituras].

O pouco convívio com a Bíblia, a falta de senso crítico, e o estímulo que muitos líderes imprimem à experiência pessoal, a qual ganhou uma relevância ímpar em nossos dias, acentuada pela ignorância teológica dos seus defensores, levam os crentes, de uma forma geral, a negligenciar o zelo que os irmãos de Beréia tinham [At 17.11], e a uma espécie de torpor espiritual que os faz aceitar de bom grado tudo o que lhes é proposto sem examinar as Escrituras, conduzindo à morte da razão. No pouco ou nenhum conhecimento da Palavra eles são abatidos pelas armas que satanás lhes dá, as quais julgam provir do Senhor mas nem remotamente percebem que ao puxar o gatilho tornam-se alvos de si mesmos.

O conhecimento de Deus passou a ser subjetivo e cada um pode tê-lo a seu modo, facilitado pela completa alienação doutrinária; amoldando-o a qualquer recipiente blasfemo, herético e diabólico.

Parece-me que os crentes estão meio que perdidos; são tantos os ataques do inimigo [e o seu desejo é a destruição da igreja, visto que o Senhor Jesus morreu por ela], são tantas as suas artimanhas, que os crentes não têm idéia do que seja uma vida cristã [a base que se tem dado aos crentes é muito frágil, e “ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11). Não se prega a Bíblia expositivamente (2Ti 4.2-3); é psicologismo pra cá, humanismo pra lá, e individualismo por todos os lados; não se estimula os crentes a lerem teologia, a ler livros que os levem à santidade, a aprofundar-se nas doutrinas; e muito porcamente dizem que as Escrituras são a única regra de fé. Mas como isso é possível sem conhecê-la, sem entendê-la?].

Parte disso deve ser creditada aos acadêmicos [muitos deles inconvertidos e educados em seminários e faculdades nitidamente opositores do Evangelho], que tratam o estudo da Bíblia com mais frieza do que um legista disseca um cadáver; é como um labirinto onde se tem a certeza de que jamais se sairá dali; visto que o homem cada vez mais está preocupado com a sua glória pessoal, “porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” [Rm 1.21]; “e, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm” [Rm 1.28]; pois, “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” [2Co 4.4].

Então, prefiro autores que conciliam doutrina com doxologia, ao estilo de Lloyd-Jones, John Owen, Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, Arthur Pink, John Piper, John McArthur... Guardadas as devidas proporções, eles tentam repetir o que Paulo fazia divinamente inspirado: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas Cristo Jesus, o Senhor” [2Co 4.5]; “para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” [2Ti 3.17]. Enquanto isso, os Warrens, Malafaias, Cavalcantis, Mclarens, Hinns e Yansens da vida ganham cada vez mais espaço nas livrarias, nas estantes, e em mentes loucas, porque o que eles fazem é meio que anestesiar a consciência, um inibidor que impede as pessoas de pensarem como crentes, os quais devem ter a mente de Cristo [1Co 2.16], transformados pelo Evangelho; e não mantidos em coma pelo humanismo/secularismo/místico com que são tratados, tornando-as em zumbis intelectuais, em natimortos espirituais. Na vaidade das suas mentes, “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração... se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” [Ef 4.18-19].

Só há um antídoto: a leitura diária, devocional e reverente da Palavra em espírito de oração; porque “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” [2Ti 3.16], e a “tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre" [Sl 119.160]; sabendo que os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos, e os Seus caminhos são mais altos do que os nossos [Is 55.9]; “porque, quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas, glória, pois, a ele eternamente. Amém” [Rm 11.34-36].

Então, não nos furtemos a “conhecer os mistérios do reino de Deus”, o qual nos é dado pela revelação das Sagradas Escrituras, mas aos outros é dado “por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam” [Lc 8.10].

15 comentários:

Helvecio.p disse...

Querido irmão Jorge, as suas condierações são pertinentese a sua exposição é bastante lógica. Então qual o problema ao meu ver, em que eu humildemente tento discordar, não dá exposição mas do alvo dela? Simples. Não há nehuma da personagens citadas que tenha escorregado em um detalho outro, ou pela sua limitada e temporal compreensão ou pela igreja em que a sua prática cristã foi consolidada. Tanto eles como nós sofremeos a mesma limitação temporal, cultural, de experiências vividas e como as compreendemos. É simples provar isso.Nem eles nem nós estaríamos tão comcordes se arrancados, cada um de seu tempo, teríamos um convivência teológica pacífica. Na verdade só a distância nos faz amar e conviver relativamente bem com o Apóstolo Paulo, por exemplo. Mesmo o que você considera ideal, sofreria na prática não poucas reparações por parte dele. São apenas suposições? são e para que servem então? Todos nós vamos al[ém o aquém em nosso afã de testemunhar e falar de Cristo. Quando cada um recebe o evangelho em seu coração igualmente não há um padrão de experiências. e a experiência de um a não é padrão para os demais. Qual a solução então? A princípio teólogos incoversos sío são úteis como repetidores de algo absolutamtne consensual.Como era o templo original de Jerusalém, como eram os túmulos na época de Jesus. como era o judaísmo a sua época, coj oeram o s fariseus e saduceus, os zelotes, etc. Quem é luz é o crente nascido de novo. Essememso pode escorregar humanamente na maionese, como se diz. E iiso vemos todos os dias. Não há "crente perfeito", com rtestemunho e palavras perfeitas, crenças teológicas perfeitas. A responsabilidade de conhecer o Senhor através da Bíblia é pessoal e individual. Só porque eu não entendo ou reconheça o agir de Deus na humanidade não é motivo para que julgeru tudo que está diante de mim. Vale a sabedoria de Gamaliéu. Se é de Deus a obra prosperará. Dentre a ala dos que abobinam as novidades e os grandes movimentos achei um que em seu blog publicou a origem da primeira igreja batista no Brasil. Hitória essa provavelmente verdade. Esses fatos não são atuais e mas se verdadeiros lançam trevas sobre a maioria dos hinos do cantor cristão, pois o seu principal tradutor e responsável pela compilação dos sues mais de quinehtos hinos é personagem central nessa história. Não são os Malafáias da vida , os edir Macedo da vez, os Valdomiros, os Hernandez...qualquer crente é passível da investida do diabo e dos próprios irmãos de fé. e isso não é retórica...é fato. O seu texto é correto mas a direção é errada, na minha opinião. Há algum ministério e denominação, para o qual as pessoas possam acorrer e que lhes garanta 100% de vida cristã?E se houvesse , daria Deus a sua glória a um homm, a um grupo, a uma denominação ou igreja?
Parte de nós precisamos de posse de novas oportunidades dadas pela tecnologia, deveríam,so estabelecer prioridades, e entre elas pregar o evangelho "a tempo e fora de tempo".

É inconcebível, não é lógico, como descobri, uma igreja de trinta anos de existência, com cem membros. Não se trata de números, de crescimento denominacional. Ser fiel, ser melhor espiritualmente, pode ser eu só.O mundo que se lasque. Mas uma igreja, se correta na sua mensagem, deve obrigatóriamente er sucesso no seu testemunho, a não ser que , apesar de seu aparente zelo, seja por outro motivo desaprovada pelo Senhor, e ela , essa igreja não o sabe. Ademais, o Senhor Jesus não consegue Ele cuidar da sua igreja? É claro que sim. Ele sabe o que faz e nada sai do seu controle. Creio sim , aí na Sua absoluta provisão e Senhorio.

Um grande abraço mais uma vez.

Jorge Fernandes Isah disse...

Caro Helvécio,

você falou sobre muitas coisas, mas algumas delas não vejo relação com o meu texto. Porém, vou abordar dois aspectos do que disse:

1)Teólogos inconversos podem ser repetidores do Evangelho... é possível. Mas de uma forma geral, eles o deturparão, corrompendo a mensagem segundo a mente caída que detém. Há exemplos em profusão na história, mesmo enquanto Cristo realizava sua obra aqui na Terra, e nos primórdios da Igreja com os apóstolos, onde uma profusão de hereges e apóstatas tentavam dispersar o rebanho de Deus.
Em sua quase totalidade, os teólogos não convertidos são instrumentos de satanás, senão na doutrina propriamente dita, mas certamente no falso testemunho cristão.
A Bíblia afirma claramente a impossibilidade do homem natural viver pelo Espírito e, portanto, entender as coisas do Espírito. E sem Ele, Deus é um "mistério" completo para as mentes irregeneradas; como o Senhor disse: têm olhos, mas não veem, têm ouvidos mas não ouvem, para que não creiam e não sejam salvos.

2)O seu último trecho diz: "Ademais, o Senhor Jesus não consegue Ele cuidar da sua igreja? É claro que sim. Ele sabe o que faz e nada sai do seu controle. Creio sim , aí na Sua absoluta provisão e Senhorio".
Parece que você crê na soberania de Deus apenas no trato com a Sua igreja. Como se o restante lhe fosse escapar dos dedos. Mas não é isso que as Escrituras dizem, pois nem um pardal cai sem que Ele queira, e, se as coisas lhe fugissem ao controle, como teríamos certeza de que Suas promessas se cumpririam? Se elas não acontecessem infalivelmente como Deus as ordenou antes da fundação do mundo, qual a certeza de que ocorreriam? Poderiam se cumprir as mais de 60 profecias somente na crucificação do Senhor Jesus? Profecias essas que dependiam completamente do controle da mente e da vontade daqueles que participaram da Sua crucificação? E que ocorreram nos mínimos detalhes, tais como foram previstas? A antevisão, a vidência, não pode garantir o futuro. No muito, ela o vê apenas. Mas quem garante o futuro verdadeiramente? O acaso, outro deus?
Quando você diz "creio sim, AÍ na Sua absoluta provisão e senhorio"{grifo meu}, você está limitando a Deus, circunscrevendo a Sua ação somente no âmbito da igreja. Pode ter sido uma má colocação, mas considero-a infeliz. Exatamente porque ela está contaminada pelo humanismo, pela idéia de alguma liberdade humana, de algum poder que detemos para controlar a nossa história, o que me colocaria em sérios conflitos, especialmente quanto a minha fé, já que de alguma forma tenho de ter fé em mim mesmo, ou na minha capacidade de tê-la.

Pense nisso.

Abraços.

Cristo o abençoe!

Helvecio.p disse...

Olá Jorge, é um prazer conversar com o irmão, mesmo com a muleta tecno lógica do computador e da web. Alíás estou errando bastante na "catografia", por causa dos meus óculos que estão vencidos. Enxergo bem de longe mas de perto algo está errado. Bem chega de choradeira.

Considerando o segundo ponto que você abordou. Um de nós está fixando uma idéia desnecessária. Explico: Deus é Absoluto isso é pónto definitivo. Como é esse absoluto? Acima de tudo, finalmente a tudo. Deus advinha as coisas? Não. Ele vê sem a janela do tempo. Não há passado, preseten ou futuro para Ele. O tempo é uma referência absoluta apenas para nós. Deus não derruba aviões apesar de poder fazê-lo a qualquer hora. A força da gravidade derruba os aviões, não Deus. Mas a força da gravidade só age por que deus a mantém agindo. Nada acontece sem o consentimento de Deus ( é o caso dos pardais , da provação de Jó ). Jesus no ensinou a pedir para que "a vontade de Deus fosse feita na terra como ( já ) é feita no céu" Ela não é feita inteiramente na terra. Não se cumpriu inteiramente em Israel, mas ao final se cumprirá totalmente. Você fala em humanismo. Lutero, Calvino, Darwin com seu equívoco, viveram em uma época ( cada um na sua ) cuja compreensão do tempo não é a que podemos ter hoje se quisermos. Para todos eles o tempo era um a cortina que se revelava ou escondia algo, ou dependia de uma maturação. Deus não advinhou o furturo, ele sempre o viu, is profetas não adivinhavam por si mesmos absolutamente nada. Esqueça os livros que leu sobre o assunto ( livre-arbítrio, etc, etc) Leia a Bílbia. Esqueça que a humanismo, liberalismo, calvinismo,arminianismo, etc.). O que Deus quis dizer, disse-o na Bílbia e de maneira tão contundente que nem umatradução mais poblemática pode causar dano a revelação Bíblica que feita com base em fatos, histórias, relatos. Não há tradução que possa danificar a sua mensagem. O homem é livre para seguir oseu caminho desgraçadamente ou como o filho pródigo ir a Deus, e por isso a festa no céu, regozijo, pois um pecador consegui arrepender-se. Se não fosse assim não se justificaria festa alguma, pois ele iria se arrempender de qualquer jeito. Por isso Deus é justo, pois somos injustos. Devemos comodizem as escrituras, cada um queixar-se de seus próprios pecados.O dano da teologia é que ela tenta forçadamente encaixar todas as peças e se alguma não se encaixa, força a outra. Eu o desafio a pegar cada um das personagens Bíblicas e dizer se em cada episódio, Deus o fez fazer tal coisa e quando ele rebeladamente fez algo. Há os dois casos e por razões diferentes. Esqueça as correntes teológicas "A" ou "B" e faça isso. Se você estiver certo nesse caso será uma prova inconteste a seu favor e de suas colocações ou o contrário.

Um abraço querido. parabéns pelas reflexões. Todas igualmente preciosas ativam a nosso prazer em trtar das coisas de Deus.

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Graça e paz Jorge.
O Helvecio quase não deixa espaço pra gente comentar, que menino falador(rs).
Amado Jorge, mais um excelente texto que merece comentário.
O que temos visto nesses dias, e isso já vêm de longa data, é a falta de interesse pela teologia bíblica, as pessoas têm até lido bastante, mas são preguiçosas no aprender, no estudar, no pensar... As pessoas (pastores em geral) fazem um seminário medíocre e já pensam que são teólogos. Compram uma Bíblia com notas de rodapé e já acham que estão com toda teologia necessária para se pregar e aplicar à igreja. Recentemente eu fui chamado para dar aula em uma igreja arminiana. Mas já que eu fui convidado para dar teologia eu passei a abordar o arminianismo e o calvinismo. Acredite se quiser no domingo seguinte a aula sobre calvinismo eu estava sendo taxado de herege e de estar ensinando heresia no seminário. Jorge, meu querido, eu gosto de dar aula, mas dar aula para gente "burra" que não quer pensar é horrível. Eu fiquei tão aborrecido que pedi a minha "demissão", não voltei mais para continuar outras matérias.
As pessoas se fecham dentro de uma redoma e não querem mais aprender, questionar o que sabem, até mesmo entre nós calvinistas encontramos pessoas assim. Nós nunca saberemos tudo e estaremos sempre aprendendo alguma coisa nova, mas para isso temos que deixar as nossas redomas e deixar a Palavra da Verdade ser aplicada em nós pelo Espírito Santo, nosso Mestre por excelência, do contrário, nós estaremos nos limitando ao entendimento das Escrituras. O próprio apóstolo Pedro falou que Paulo escrevia coisa que eram difíceis de entender, como nós podemos dizer que sabemos tudo? Impossível.
Que o Senhor nos ajude a aprender cada dia mais.
Fique na Paz!
Pr. Silas

Jorge Fernandes Isah disse...

Helvécio,

sem querer ser indelicado, mas já sendo, para quem fala tanto de teologia como você, mandar que eu esqueça-a é, no mínimo, contrasenso, contraditório.

Você pode falar, e falar até ficar afônico, que não conseguirá me convencer de que há isenção, neutralidade, quando se lê as Escrituras. Como já lhe disse várias vezes, ou se terá os pressupostos bíblicos ou terá os antibíblicos, ou se glorificará a Deus ou não se glorificará.

Os seus conceitos, quer queira ou não, são arminianos, humanistas, e pronto! Se você pensa nisso é irrelevante, o certo é que você os aplica no seu discurso e na sua vida. Parece que tem medo de assumi-los...

Pois bem, no meu caso, vou até a Bíblia sabendo que lerei o que o Deus Todo-Poderoso, infalível, soberano, justo, santo e perfeito falará; e de que eu tenho de ouvi-lo e obedecê-lo, não porque sou livre para escolher ouvi-lo e obedecê-lo ou não, mas porque Ele está a realizar uma obra em minha vida, e essa obra me tornará (infalível e certamente) semelhante ao Senhor Jesus Cristo. Ouço e obedeço porque o Senhor me tornou cativo, renovou a minha mente, ao ponto em que não há nada que me dê mais alegria e prazer, ainda que eu conviva com a minha natureza caida e esteja sujeito ao pecado (por pouco tempo, mas ainda assim, segundo a vontade divina). Sem a menor chance de eu regredir, apostatar, voltar ao vômito como o cão. Isto é certo, e é bíblico.

Cristo o abençoe!

Forte abraço!

PS: A questão do tempo ainda continua a resolver: Deus vê o que criou (tudo o que acontece em seus mínimos detalhes) ou vê a obra de outro deus (nos detalhes que lhe escapam)?

Jorge Fernandes Isah disse...

Pr Silas,

o pastor da minha igreja, calvinista, era pastor-auxiliar de uma igreja batista aqui em BH.

Com a volta ao exterior do pastor titular, quem deveria assumir o pastorado da igreja seria ele. Porém, numa assembléia na qual os estatutos foram "rasgados" e rejeitados, abriu-se uma "eleição" para a escolha do novo pastor. Os candidatos eram:
1)O pastor auxiliar;
2)Um seminarista recém-formado e não ordenado;
3)O pastor de uma igreja co-irmã, que assumiria a direção de ambas, ferindo claramente um dos princípios batistas de independência da igreja local.

Pois bem, numa eleição que envergonhou o nome do Senhor, o seminarista foi eleito (adepto das técnias eclesiásticas modernas, como as de Rick Warren, e de um louvor "quente"; e todos o queriam porque ele era mais moderno e a igreja crescia especialmente por causa do "louvor gospel").

Diante de tudo que aconteceu (até fraude houve na eleição), o meu pastor decidiu sair (boa parte da oposição a ele se devia aos liberais que não suportavam uma pregação bíblica, onde o arrependimento e o pecado estivessem presentes), então, uma semana após a eleição, esse seminarista e novo pastor (ainda não ordenado) abandonou a igreja e foi para o D.F., deixando-a sem liderança.

Hoje, passados quase de 03 anos, ela está morrimbunda, e cedendo cada vez mais ao liberalismo teológico, às práticas anticristãs, numa tentativa desesperada de aumentar o número de membros.

Há de se dizer que a pregação do meu pastor é bíblica, expositiva, cristocêntrica. Pode-se ler e ouvi-las em http://tabernaculobatista.blogspot.com/

E foi exclusivamente por ela que a igreja o rejeitou (parte dela, pois muitos votaram a favor dele e do Evangelho).

Bem, esse é um exemplo de como as mentes podem ser obliteradas e cauterizadas quanto aos princípios biblicos.

O que aconteceu ao irmão é um exemplo claro de como o crente atual não tem olhos para ver nem ouvidos para ouvir, pois como Paulo disse, haveriam de ter comichões nos ouvidos, e desprezariam a sã doutrina.

Obrigado pelo seu comentario, mais uma vez!

Cristo o abençoe!
Continue a luta meu irmão, firme nas promessas do Senhor, as quais não serão revogadas nem anuladas, por que o Ele disse, se cumprirá inexoravelmente.

Forte abraço!

Cristo o abençoe imensamente!

Helvecio.p disse...

Caro Jorge, só pude ler os comentário seguintes depois, quer dizer só hoje. Muito triste essa história. Mas e daí? Não valia a pena lutar por um lugar nequela igreja. Se ele tem paixão pelas almas e pelo evangelho não deve esperar que mesmo entre os irmãos as coisas venham facilmente a sua mão. Acho que o problema não é que ele seja calvinista. Se ele enfatiza isso toda hora é duro mesmo, faz a razão única do seu ministério e a única arma que ele parece ter é a afirmação das mesmas coisas em torno do calvinismo e a fixação em fazer os irmãos serem calvinistas. É uma pena. Ele não precisa ser moderno fazer pirotecnia gospel, mas o que ele tem a mostrar as pessoas além disso? Vi ontem um blog ,em que você teceu um comentário acerca do tema "Deus odeia o pecado mas ama o pecador", e o que os irmãos brigaram depois do seu comentário ( não pelo seu comentário ), tudo em torno do calvinismo ou não calvinismo, até se xingaram. Essa dicussão desvia do ponto principal que não é , com certeza esse. Eu não mando esquecer a teologia como ciência, mas a teologia como credo é o que ela se torna quando você adere a uma ou outra corrente.
O seu pastor é calvinista emquanto os que não vortaram a favor dele não o eram. A igreja escolheu o seminarista com base em correntews e inclinações teológicas teológicas...que pena não oraram e nem pergutaram quem Deus prefereria. O problema dessa igreja batista, evangélica, é não seguir a Deus. O deus dela é teórico apenas. É realmente uma pena. E o seu pastor deve buscar a Deus para que Deus possa achar um modo de usá-lo grandemente. Deveria ser um homem com mais fé. Só isso.

Um abraço.

Jorge Fernandes Isah disse...

Helvécio,

seu comentário foi infeliz em vários aspectos, especialmente por tirar conclusões infundadas. Portanto, como um todo, seria uma resposta muito longa e cansativa, e realmente, não estou disposto a dá-la.

Se tivesse o cuidado de ler o que eu disse, e de ouvir as pregações do meu pastor no blog da igreja, certamente não especularia da forma como especulou, agindo injustamente.

Como está escrito: "Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar... E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tg 1.19-22).

Acho-o muito rápido para criticar, da mesma forma que critica os outros por suas críticas.

Como já lhe disse: antes de consertar alguém, conserte a si mesmo primeiro; ou antes, peça a Deus que o aperfeiçoe na verdade.

E, assim, sairíamos desse círculo vicioso de bater e rebater críticas, quando você mesmo diz que o importante é proclamar e viver o Evangelho.

Se cada um de nós fizer isso, o erro será visível, pois, diante da verdade, toda mentira fica patente.

Cristo o abençoe!

francisco disse...

que belo texto

Conexão da Graça disse...

Jorge, muito bom o texto, propício para o contexto em que vivemos.Também concordo com o que disse: "O pouco convívio com a Bíblia, a falta de senso crítico, e o estímulo que muitos líderes imprimem à experiência pessoal, a qual ganhou uma relevância ímpar em nossos dias...".Só diria o seguinte, e digo por ver seu perfil ainda que não tenha nada a ver com o texto: A falta de senso crítico pode ser uma deficiência também daqueles que se associam com alguma corrente teológica, por tomarem esse pensamento ainda que de maneira velada e subjetiva, como verdade absoluta.Não sou calvinista nem arminiano, nem tradicional, nem pentecostal, muito menos neo-pentecostal, ou ainda discípulo do Caio Fábio mentor do movimento a qual eu pertenço o caminho da graça, mesmo reconhecendo o seu valor como pensador e homem com uma capacidade ímpar de reflexão doada por Deus. Prefiro não me
identificar com nenhuma bandeira teológica, mas somente com o Evangelho. Nem de Paulo nem de Apolo, só de Cristo. Ainda que as correntes de pensamento tenham contribuído com algo positivo para a sociedade e a pregação do Evangelho (mesmo os neo-pentecostais), contanto são filosofias humanas sujeitas a erros.Prefiro como disse Paulo "examinar tudo e reter o bem" que cada uma destas correntes oferece. Defender uma bandeira teológica corre-se o risco de ser tendencioso, bairrista,fechando-se para novas possibilidades de percepção, caindo num fundamentalismo intransigente ou num fanatismo ainda que "equilibrado", sem capacidade de decisão reflexiva.
Mas gostei do que vi por aqui. Se interessar, dá uma passadinha lá no meu blog: Conexão da Graça= http://conexaodagraca.blogspot.com/, e fica a vontade pra discordar ou endossar qualquer coisa.

Um abraço,

Franklin Rosa

Jorge Fernandes Isah disse...

Oi, Franklin!

Como disse nos comentários acima, não há isenção nem neutralidade em nossos pensamentos. Eles sempre estarão "contaminados" por algum pressuposto; e ao dizer que você não é calvinista, nem arminiano, ou defende qualquer outro princípio teológico o colocará na seguinte questão: ou você não sabe o que é ou não quer assumir o que é. No primeiro caso, ignorância ou descaso; no segundo, má-fé!

Quando alguém diz assim: não sou nem de Paulo ou Apolo, ela quer dizer que não defende a teologia dele? Então, você não considera os livros escritos por Paulo como parte do Cânon ou divinamente inspirados? Na Bíblia só vale aquilo que foi dito diretamente por Jesus? Quando Paulo diz: sede meus imitadores, você está disposto a não sê-lo?

Todos nós temos pressupostos, quer queiramos ou não. Eu, por exemplo, não vou à Escritura achando que encontrarei algo que não provém de Deus, pelo contrário, vou a ela para ouvir Deus, sempre! Isso é pressuposto, pois creio que a Bíblia é a palavra fiel e santa de Deus.

Quando você cita um versículo de Paulo em seu comentário, ele é um pressuposto para você, e negar que Deus usou homens santos no decorrer da história [que ele mesmo controla] para nos auxiliar na compreensão e entendimento da Escritura me parece um individualismo e isolacionismo perigoso, porque estamos a dizer que não seguimos ninguém, de tal forma que não queremos que ninguém nos siga. Isso nos deixa livres para errar a vontade, sem ter de dar satisfação a ninguém; sem ser um bom exemplo. Acontece que, se não somos bons exemplos, somos maus. Não há meio-termo. Deixamos de fazer o que é certo para fazer o que não é. A omissão e indiferença já são em si mesmas uma tomada de posição, em que há um desprezo pela situação ou posição. O que, no fim das contas, nada mais é do que orgulho, soberba. Escrevi um texto sobre isso que você poderá acessar no seguinte link: http://kalamo.blogspot.com/2010/01/autofilia-fe-em-outro-deus.html

Pode estar certo de que farei uma visita ao seu blog.

Abraços.

Cristo o abençoe!

Conexão da Graça disse...

Minha resposta as suas argumentações Parte 1

Devido ao espaço de comentários que não aceitou a quantidade de caracteres.

Vamos lá...

Jorge meu mano, não disse que não tenho pressuposto, deixei absolutamente claro que meu pressuposto é o Evangelho como está escrito acima.

Também não disse que não há neutralidade, pois mais uma vez deixei absolutamente claro que os meus conceitos estão sim “contaminados” por aquilo que é positivo e que de alguma forma contribuiu para a sociedade e a pregação do Evangelho.

Quando escrevi que sou de “Cristo” que é a Palavra viva encarnada, estou admitindo que creio não somente nos escritos de Paulo, mas em todo o potencial dos demais escritores que foram canal de Deus para exposição de sua vontade, e “obrigatoriamente” em última análise em toda a Bíblia, pois “toda”, absolutamente toda a escritura converge em Cristo de gênesis a apocalipse e como ela mesma se auto-afirma: “Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

Sei perfeitamente quem sou e no que creio (LIVRE EM CRISTO PARA PENSAR E NÃO SER SOLDADINHO DE CHUMBO SEM MASSA CINZENTA E CAPACIDADE DE REFLEXÃO PRÓPRIA), mas isso não me obriga a vestir uma “GRIFE TEOLÓGICA”, me levando a ser consumidor fiel da mesma, quando uma das premissas da reforma protestante conquistada com muito sangue e lágrimas, foi justamente “A LIVRE INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS”.

Você só é calvinista, porque os reformadores ousaram pensar fora do convencional que era e é engessado pela religião, que deseja unanimidade para ter a gestão absoluta sobre a consciência alheia.

Talvez como você mesmo escreveu, pela sua pouca idade de conversão, ainda não percebeu que “guerrear” por uma corrente teológica, também é um sério risco que se corre, pois até mesmo Lutero que foi o ícone reverenciado da reforma, tinha seus erros e acertos, e exemplificando o que estou dizendo e que você bem deve conhecer, o cara cria na “TRANS-SUBSTANCIAÇÃO” entre outras.

É claro que temos referenciais e pessoas em quem nos espelhar, como também disse acima acerca do Caio Fábio, o grande problema é fazer dessas pessoas um ídolo no altarzinho do nosso coração, e tomar a palavra deles como absoluta. Calvino foi um grande homem, mais sujeito a erros também mano, assim como eu e você.

CONTINUA...

Conexão da Graça disse...

Minha resposta as suas argumentações Parte 2

Devido ao espaço de comentários que não aceitou a quantidade de caracteres.

Vamos lá...

Quanto as suas palavras em ser omisso e negligente, tenho a dizer o seguinte: “Ser omisso, é negligenciar uma verdade que está pulsando em nosso coração, e brincar de “FAZ DE CONTA QUE NÃO É COMIGO”. É isso o que acontece muitas vezes com calvinistas, arminianos, tradicionais, pentecostais, neo-pentecostais, caminhantes do caminho da graça, que discerne algo que o Espírito lhe revelou e que tem fundamentação Bíblica, mas que pela mentalidade intransigente e denominacional, não permite que a pessoa se liberte dos “RÓTULOS TEOLÓGICOS”, que ganharam mais importância no coração do que o sopro do Espírito discernido pela revelação de “TODA ESCRITURA”.

Um dom que não recebi nem quero receber, é o de “vaquinha de presépio”, de dizer amém pra tudo ainda que quem esteja falando é alguém respeitado e renomado no meio.

Como os reformadores gostam de proclamar aos quatro ventos, eu faço como os crentes da Beréia, simples assim, vou examinar pra ver se a coisa realmente procede, não porque foi Calvino, Lutero, Caio Fábio o outro ícone qualquer.

Individualismo,isolacionismo e soberba pra mim, é abraçar com unhas e dentes uma “FILOSOFIA TEOLÓGICA”, e fazer dela cavalo de batalha, contra todos os opositores da “sã doutrina denominacionalista”, porque suas dinâmicas de fé não coadunam com as fronteiras e balizas do gueto religioso a que pertencemos.

Mano, não tenha medo de pensar fora da caixa, sei que isso pode parecer assustador para alguém que como você mesmo disse tem pouco tempo de conversão, mais você vai ver que é libertador e sobre tudo honesto com nossa consciência e com o Evangelho que não “ENCABRESTA” ninguém.

Creio que essa conversa nossa está num nível bom, e por isso me proponho humildemente a receber sua resposta.

No demais um grande abraço, e fica na graça do Cristo que chocou os religiosos de sua época, justamente por pensar fora do convencional, motivo que o levou a sérias retaliações.

Franklin Rosa

Jorge Fernandes Isah disse...

Franklin,

acabo de chegar do culto e, pelo adiantado da hora, não vai dar para escrever um comentário extenso, mas há duas coisas que gostaria de lhe dizer:

1)Primeiro, Cristo não foi revolucionário nenhum, nem pregou uma revolução. Ele simplesmente fez corretamente o que os judeus não foram capazes de fazer: interpretar as Escrituras com a mente de Deus. Ele não aboliu a Lei, não desmentiu as profecias, nem disse nada que se contrapunha ao que havia sido revelado anteriormente por Deus e que foi negligenciado ou corrompido pelos judeus.

Se há uma revolução em Cristo ela se deu no nível de proclamar aquilo que os judeus haviam esquecido, e de cumprir o que Deus havia prometido.

A segunda coisa é essa excessiva "liberdade" e o "sair da caixa" que você apregoa [isso é coisa de livre-pensador... olha eu rotulando-o!]; se a Reforma se deu pela livre interpretação de Lutero [não tão livre assim, pois ele tinha contato com a teologia de Agostinho, Huss, Wyclife, etc, os "pré-reformadores"; podemos dizer que todas as seitas também: tanto Mórmons, como TJ's, Adventistas, etc criaram idéias mirabolantes a partir da livre-interpretação. O que devemos ter é a interpretação correta, não tão livre, mas atada e acorrentada à Verdade. Não dá para abrir mão de séculos em que Deus usou homens santos para nos guiar na compreensão da Escritura, apenas para me autorotular um "livre-intérprete". Vê como você já arrumou um rótulo para si? [rsrs].

Não disse que idolatro fulano ou beltrano. Nem citei nomes de ninguém, raramente faço isso. Mas ao ler, por exemplo, Jó, Isaías, João e Romanos, o que está mais do que visível na Bíblia é a soberania de Deus e a nossa não-liberdade. Por isso, posso me juntar a Lutero, Calvino, Gill, Pink, Clark, e tantos outros que pensam igualmente como eu, e defendem o mesmo que defende a Bíblia.

Bem, fico por aqui.

Grande abraço!

Cristo o abençoe!

Conexão da Graça disse...

Valeu Jorge, essa troca de cosmovisão é sadia e contribui para o crescimento de conteúdos, que nos faz re-pensar ou re-significar alguns valores.

Um abraço, Franklin